Teste: Chevrolet Camaro faz 0 a 100 km/h em 4s95

CAIO BEDNARSKI
Da Motorpress, em São Paulo (SP)
26/01/2017 10:00

Camaro: modelo "emagreceu" na nova geração
A nova geração do Chevrolet Camaro foi totalmente remodelada e está chegando ao mercado nacional um ano após ser lançada nos Estados Unidos. Um dos modelos mais famosos no mundo na linha dos muscle cars americanos, o Camaro passou a ser produzido sobre uma nova plataforma, com dimensões menores e com novos materiais, o que permitiu reduzir seu peso em até 83 kg.

A General Motors, porém, garante que esse “regime” não prejudicou o desempenho do modelo.

Lanternas ficaram mais comportadas na nova geração
Prova disso é que o novo motor V8 6.2 de 461 cv e 62,9 kgfm possui 55 cv a mais que o anterior. Ou seja, some um “coração” mais potente a uma carroceria menos pesada e já é possível imaginar o resultado, não?

Em nossos testes, o novo Camaro precisou de 4s95 para acelerar de 0 a 100 km/h, enquanto o antigo necessitava de 5s65 para cumprir a mesma prova. A redução de peso também ajudou nas frenagens, já que agora ele precisa de 34,28 m para parar vindo a 100 km/h, contra 37,9 m do cupê anterior.

Esportivo ficou mais ágil depois da reformulação
Mas o melhor é que o Camaro, agora, apresenta uma condução muito mais equilibrada, atingindo com facilidade as velocidades mais altas. A diferença na aceleração não é tão grande em relação à geração anterior, porém, ao entrar nas curvas as mudanças são sensíveis.

A precisão da direção é notável, bastante rápida, com ótima resposta, para mais prazer ao dirigir. A assistência passou a ser elétrica, com calibração perfeita. O conjunto suspensão-direção permite maior velocidade nas curvas agora.

Cabine: bom acabamento, mas há materiais "baratos"
De maneira geral, as mudanças promovidas pela divisão Chevrolet deixaram o Camaro muito mais “na mão”, o que transmite mais confiança na hora de acelerar e ao entrar forte nas curvas. Mas mesmo com tantas melhorias, o muscle-car americano não perdeu algumas de suas características marcantes, como a facilidade com que se pode provocar saídas de traseira nas curvas, algo que o consumidor sempre apreciou.



E não foi só por fora que tudo mudou. A cabine também recebeu grandes mudanças. O acabamento interno é bom, mas deixa a desejar em alguns pontos, como a presença de plástico rígido nos paineis laterais das portas de um carro que custará quase R$ 300.000 no Brasil, já que a versão SS será a de “entrada” e terá preço pouco inferior ao da série especial Fifty (R$ 297.000).

Freio de estacionamento com acionamento elétrico e quadro de instrumentos parcialmente digital são outros destaques na cabine.

Veja nossas medições e os dados de fábrica: