Motor Firefly é sinônimo de evolução no Mobi

HECTOR VIEIRA
Da Motorpress, em São Paulo (SP)
11/01/2017 10:50

Os técnicos da Fiat desconversavam sobre a adoção de um motor 3-cilindros no pequeno Mobi. Afinal, já se sabia que a fabricante desenvolvia um motor novo e a expectativa era de que ele estreasse no subcompacto, mas não foi o que aconteceu. Essa missão ficou com o Uno e ainda assim, ninguém confirmava que esse motor chegaria ao Mobi.

Fiat Mobi Drive parte de R$ 40.670
O anúncio ficou para o Salão do Automóvel, quando a Fiat acabou com o mistério e revelou a versão Drive do Mobi, equipada com o 1.0 Firefly tricilíndrico de 77 cv e 10,9 mkgf. De quebra, também mostrou – finalmente – o sistema de infoentretenimento Live On.

Versão é equipada com motor 1.0 tricilíndrico Firefly

Assim como ocorreu no Uno, o motor Firefly promoveu uma melhora notável no Mobi. Em termos de desempenho, os nossos testes comprovam: o carro está 2s52 mais rápido. Foram precisos 13s59 para alcançar os 100 km/h, contra os 16s11 da versão com motor  antigo (Fire EVO).

Assim como no Uno, o motor gera 72 cv e 10,9 kgfm de torque

A verdadeira evolução, contudo, Pôde ser vista nas retomadas. De 80 km/h a 120 km/h a diferença entre o motor de três e o de quatro cilindros foi de 8s32. Se antes o modelo precisava de 22s91 para realizá-la, agora são 14s79, uma diferença enorme e que torna as ultrapassagens em estradas bem mais seguras, por exemplo.

Interior da versão segue o mesmo padrão simplista de acabamento
 O Firefly não influenciou somente o desempenho do Mobi. Com sua taxa de compressão de 13,2:1 e adoção de parte do ciclo Miller (que retarda em até 50º o fechamento das válvulas para reduzir as perdas por bombeamento), o motor ajudou a melhorar em 10% a média de consumo do Mobi com etanol. Em nossos testes, o carro obteve média de 10,9 km/litro, ante aos 9,9 km/litro do Fire EVO. 

Live On pode frustar quem esperava por mais apps dedicados

Todavia, se no cronômetro o Mobi está melhor com o motor Firefly, em rotações baixas como as sugeridas pelo indicador de troca de marcha, na faixa de 2.000 rpm, não há a entrega a potência que se espera, o que é natural num motor 1.0. É preciso usar um pouco mais de rotação, cerca de 1.000 rpm, quando então o Mobi passa a responder melhor ao acelerador e a corresponder melhor às expectativas do moderno motor 3-cilindros. A solução é usar o câmbio para manter o veículo esperto, o que pode não agradar quem deseja mais conforto.

Ficha técnica e medições realizadas na pista de testes
 O Mobi Drive parte de R$ 40.670 e vem equipado com ar-condicionado, direção elétrica e vidros elétricos dianteiros. Quanto ao Live On, quem pagar os R$ 4.650 pelo pacote que o inclui (além do trio elétrico, sensor de manobras traseiro, rodas de liga leve e outros) pode se frustar. Afinal, o sistema apenas reproduz as funções do seu smartphone pelo Bluetooth. As vantagens do Live On são o aplicativo Eco Drive, que mostra o comportamento da sua aceleração e frenagem, e o Onde Parei?, que mostra onde você estacionou. De resto, tudo fica a cargo do celular. Isso não é ruim, mas não condiz com a expectativa criada pela marca, que demorou muito para lançar o sistema.