Vendas caem 6,4%; exportação bate recorde

CAIO BEDNARSKI
Da Motorpress, em São Paulo (SP)
07/03/2017 15:04

A expectativa da Anfavea, entidade que representa as montadoras no Brasil, é de crescimento de 4% para as vendas de veícuos este ano. Porém, o mercado não está respondendo desta forma, já que as vendas no mês de fevereiro foram de apenas 135.665 unidades, gerando queda de 7,8% em relação a janeiro (147.219) e de 7,6% em relação ao mesmo período do ano passado (146.089). No acumulado do ano a queda é de 6,4%, com 282.884 unidades emplacadas este ano, contra 302.092 em 2016.

Presidente da Anfavea espera crescimento no segundo semestre de 2017

"Foram apenas 18 dias úteis no mês de fevereiro e este foi um dos principais problemas enfrentados pela indústria no mês passado. O número de licenciamentos foi muito fraco", disse Antonio Megale, presidente da Anfavea. O executivo também comentou que a recuperação do mercado deve ocorrer no segundo semestre, após uma estabilização a partir de março, já que nos dois primeiros meses os resultados não foram animadores.

MOTIVOS PARA COMEMORAR
Mesmo com o baixo volume de vendas, a indústria automotiva nacional tem motivos para comemorar, já que a produção em fevereiro foi de 200.385 unidades, gerando crescimento de 14,7% em relação a janeiro (174.713) e de 39% em relação ao mesmo período do ano passado (144.183). No acumulado do ano o aumento foi de 28,1%, com 375.098 unidades produzidas em 2017, contra 292.876 no mesmo período do ano passado. A indústria só não poderá comemorar tanto este aumento de produção porque ainda existe uma capacidade ociosa de quase 50% nas fábricas.

Em relação as exportações, a indústria tem muito que comemorar, já que fevereiro foi o melhor mês da história das vendas para outros países, com um total de 66.268 unidades exportadas, volume 74,7% maior que o janeiro e 82,2% maior que o do mesmo período do ano passado. No acumulado do ano 104.211 unidades foram exportadas, marcando o melhor bimestre de exportações da indústria na história e gerando crescimento de 73,1% em relação ao ano passado.