Importados caem 44,5% no ano; esperança é 2018

CAIO BEDNARSKI
Da Motorpress, em São Paulo (SP)
08/03/2017 15:05

A situação do mercado automotivo não é boa e isso não é segredo para ninguém. Porém, as marcas importadoras, que não investem no país, sofrem um pouco mais, já que elas ficam limitadas pelas cotas que podem trazer sem a incidência dos 30 pontos percentuais do IPI.

Gandini acredita que em 2018 as cotas irão acabar

No balanço bimestral que a Abeifa (entidade que representa as importadoras) divulgou nesta quarta-feira (8), foram emplacados 3.631 unidades, contra 6.543 no mesmo período do ano passado, gerando queda de 44,5% nos dois primeiros meses do ano. 

O número de concessionárias das marcas importadoras também caiu drasticamente após a lei que aplica os 30 pontos do IPI: até 2011 as marcas tinham 860 pontos de revenda, em 2016 eram 450. Quase metade das concessionárias fecharam após a chegada do super IPI.

Porém, a expectativa é que a situação comece a melhorar a partir do ano que vem, já que o plano Inovar-Auto, que aplica os 30% pontos do IPI, acabará. Com isso, os importadores não estarão mais limitados às cotas, sendo possivel vender tudo que o mercado consumir.

"A partir do ano que vem acredito que seja possível trabalhar normalmente. Com isso, a minha expectativa é que as associadas a Abeifa vendam cerca de 60 mil carros", disse o presidente da entidade, José Luiz Gandini. 

Para este ano, a entidade trabalha com a possibilidade do governo liberar as cotas que não foram usadas em outros anos. "Não sabemos exatamente quantos carros a mais nós poderíamos trazer caso essas cotas fossem liberadas, pois só o governo tem esse número exato, mas com certeza teríamos 15 mil carros a mais no mercado", disse o presidente.