Grupo VW pode estar aberto à fusão com FCA

Motorpress
Da Redação, em São Paulo (SP)
16/03/2017 11:21

"2016 não foi o pesadelo que muitos previram." Após a eclosão do escândalo do dieselgate, que escancarou ao mundo a fraude deliberada do Grupo Volkswagen para passar nos testes de emissões de seus motores diesel, Matthias Müller, atual CEO do conglomerado, reflete aliviado sobre o episódio, sabendo que suas consequências poderiam ter sido mais graves do que realmente foram (ano passado, o grupo cresceu 3% em vendas). 

Segundo o site Carscoops, durante a conferência de imprensa anual da companhia em Wolfsburg, na Alemanha, Müller falou sobre o saldo da maior crise já vivida pelo grupo alemão. Em pouco menos de dois anos, o conglomerado já consertou quatro milhões de unidades equipadas com o software fraudulento dos motores turbodiesel e a taxa de recall se mantém em 200.000 veículos por semana de volta às concessionárias. Segundo o executivo, o Grupo VW vai completar a agenda do recall até o final deste ano. 

Matthias Müller está aberto à conversa sobre fusão com FCA

Além de falar sobre o dieselgate, Matthias Müller também surpreendeu a conferência se mostrando aberto à uma conversa com Sergio Marchionne a respeito de uma possível fusão do Grupo Volkswagen com o Grupo Fiat Chrysler Automobiles. Não é segredo para ninguém que o CEO da companhia ítalo-americana tenta há tempos encontrar algum CEO disposto a fechar o negócio (ele já foi esnobado pela General Motors e também tentou vender sua ideia ao Grupo PSA).

Müller comentou a possibilidade após Marchionne discuti-la com repórteres do site Autonomive News, mas deixou claro que "não há nenhum contato" entre ele e Marchionne. "Eu não estou descartando uma conversa, mas seria muito útil se o Sr. Marchione comunicasse suas considerações comigo e não só com vocês", ainda brincou.