Teste: Peugeot 208 Allure

Motorpress
Da Redação, em São Paulo (SP)
12/12/2013 08:00

A Peugeot não esconde que o novo 208 é uma aposta altíssima no mercado brasileiro. Muito bem aceito na Europa, o compacto premium é uma esperança para que a marca belisque posições no ranking de de vendas por aqui. Você já conheceu a versão topo de linha, Griffe, equipada com motor 1.6, mas é com a intermediária Allure, dotada de  propulsor 1.5, que a Peugeot pretende atrair muitos compradores para a sua rede de concessionárias.
 
Peugeot 208 Allure
 
A fabricante quer vender 2.500 unidades mensais do 208 e a Allure deverá responder por 40% desse volume. É a maior fatia do total e, por isso, a versão é chamada pelos executivos da fabricante de “coração da gama”. A mais barata, Active, representará 30%, enquanto a Griffe manual ficará com 15% e a automática, com os 15% restantes. 
 
Por custar R$ 4.500 a menos que o Griffe, o acabamento do Allure é mais simples
 
Por quase R$ 46.990, o Peugeot 208  Allure repete muitos dos atributos presentes no Griffe: um desenho diferenciado, espaço interno bem satisfatório e a propagada posição de dirigir, que passa a impressão de que você está pilotando um esportivo. Mas é claro que ele vem mais recheado que o Active e menos que o Griffe. Para quem não quer desembolsar R$ 52.390 no Griffe com câmbio manual, o pacote da versão intermediária até que é satisfatório. Ele possui itens importantes, como dois airbags dianteiros, computador de bordo com três modos de operação, central multimídia com tela de 7” sensível ao toque e navegação por GPS, conexão Bluetooth, rádio MP3 e sistema com seis alto-falantes, volante com regulagem de altura e de distância e por aí vai. Nada mau, não é?
 
A versão intermediária traz itens importantes, como navegação por GPS
 
Não dá para negar, porém, que quem já teve a chance de dirigir o Griffe 1.6 sentirá um pouco a diferença na hora de acelerar o Allure com motor 1.5 de 8 válvulas. Os 29 cv a menos (122 cv contra 93 cv com etanol) fazem falta. 
 
Mesmo assim, ele empolga e não lhe falta valentia em baixas rotações. O 1.5 dá conta do recado em qualquer situação. E tem um ponto positivo em comparação ao Griffe, cujo câmbio manual de 5 marchas tem recebido algumas críticas: no Allure, a caixa parece ter “casado melhor” com o motor. Ou seja, é mais uma prova de que se optar por uma versão mais barata, você estará muito bem servido.  
 
Com 93 cv quando abastecido com etanol, o motor 1.5 não decepciona
 
Seu Bolso
 
Preço (carro testado): R$ 46.990
Desvalorização (1 ano): 8,7%
Garantia: 3 anos
Financiamento (taxa mensal): 0,99%
Parcela (50% de entrada + saldo em 36x): R$ 823
IPVA (4%): R$ 1.879
Seguro: R$ 2.362
1 revisão: R$ 220
Versão Básica: R$ 46.990
 
Média Final: 7,0
 
O preço do 208 Griffe não é baixo, portanto, se você gostou do novo modelo pode optar pela versão Allure. Ela já vem com um bom nível de equipamentos e seu motor 1.5 não decepciona. E o melhor: custa R$ 5.400 a menos. - Mário Sérgio Venditti
 
Nossas Medições
 
Aceleração 0-100 km/h: 13s3
Retomada 60-120 km/h: 19s4
Frenagem 80 a 0 km/h: 25,7
Consumo cidade (km/l): 8,2
Consumo estrada (km/l): 12,1
Ruído a 120 km/h em 5a (dB): 63.8
 
Dados da fabricante
 
Motor 4 cil., diant., transversal,flex ; Cilindrada 1 449 cm3; Potência 93 cv (etanol) e 89 cv (gas.) a 5 500; Torque 14,2 mkgf (etanol) e 13,5 (gas.) a 3 300 rpm ; Câmbio manual; Tração Dianteira; Comprimento 3,96 m; Largura 1,70 m; Altura 1,47 m; Entre-eixos: 2,54 m; Porta-malas: 285 l; Peso. 1 086 kg
 

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