Guiamos a Pacifica; minivan pode chegar este ano

HECTOR VIEIRA
Da Motorpress, em Los Angeles (EUA)
16/02/2017 09:00
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR
CHRYSLER PACIFICA 3.6 V6 PENTASTAR

A CARRO foi até Los Angeles, na Califórnia (EUA), para conhecer a nova minivan da Chrysler. Com a missão de substituir a Town & Country e retormar a outrora liderança da marca no segmento de minivans, a Pacifica oferece diversas soluções de conforto e conveniência e muito espaço para até sete ocupantes, além de ser impulsionada pelo famoso motor V6 Pentastar da companhia. 

Antes de conhecer como é a vida a bordo da Pacifica, como você poderá ver no vídeo abaixo, é bom contextualizarmos o que é o segmento de minivans nos Estados Unidos, onde a novidade foi lançada no ano passado. 

Enquanto no Brasil só há a Kia Grand Carnival como representate deste tipo de veículo familiar, na terra do Trump há pelo menos seis modelos disputando espaço no mercado. Juntos, estes seis modelos foram emplacados 553.506 vezes em 2016. Se juntarmos todos os SUVs e todos os sedãs médios vendidos no Brasil no mesmo período não alcançamos este resultado. Ainda assim, por lá, as minivans representam apenas 3,1% do total dos 17,5 milhões de automóveis e comerciais leves vendidos ano passado (mercado nove vezes maior do que o nosso). 

Chrysler Pacifica substitui a Town & Country

O Grupo Chrysler foi pioneira em minivans. Na década de 1980 (muito anos antes da fusão com a Fiat), o grupo se via em situação financeira delicada, portanto precisava de um veículo que a ajudasse a sair da pindaíba. Foi aí que apostaram em um tipo de van, mas com conforto e dirigibilidade de veículos de passeio (sedãs médios). Esta foi a gênese da Dodge Caravan e da Plymouth Voyager (marcas que faziam parte do grupo na época). A Chrysler Town & Country surgiu alguns anos depois, seguida pelos concorrentes devido a demanda que se criou a partir do modelo. 

Portanto, a companhia americana passou anos como referência no segmento em que hoje é apenas a quarta colocada, tendo sido vendida 62.366 em 2016 (ela chegou às concessionárias em maio), atrás de Toyota Sienna (127.791 unidades vendidas), Dodge Gran Caravan (127.678) e Honda Odyssey (120.846). 

DESEMPENHO
Conforme falamos no começo, a versão que dirigimos em Los Angeles foi a Pentastar a gasolina, equipada com motor 3.6 V6 de 290 cv, acoplado à transmissão automática de nove marchas e tração dianteira. 

Este conjunto, já conhecido na marca, mantém a boa reputação entregando um desempenho bastante esperto à minivan. Há sobra de potência para rodar na cidade e não falta fôlego ao carro quando se pisa fundo no acelerador para alguma ultrapassagem ou emergência, com o único prejuízo de um leve desconforto sonoro, uma vez que o ruído proveniente sob o capô invade mais a cabine nesta situação. O câmbio de nove marchas trabalha para deixar o giro do motor sempre em baixas rotações, entre 1.200 rpm e 1.800 rpm, mas poderia ser mais rápido para entender a necessidade do motorista (sua resposta sofre um pequeno atraso). 

Painel é parcialmente digital e há muita praticidade na frente

O comportamento da minivan é bem característico dos carros americanos: suspensão macia e um rodar mais anestesiado ao enfrentar oscilações na via. O revés fica por conta da direção. Elétrica, ela é muito confortável para a cidade, facilitando a vida do motorista em manobras, mas na estrada sua precisão deixa um pouco a desejar. Há certa folga no centro de seu diâmetro de giro, obrigado o motorista a ficar sempre atento para corrigi-la, evitando invadir as faixas laterais. A vantagem é que, nesta configuração avaliada, a Pacifica contava com assistente de manutenção à faixa, bastante aproveitado durante nosso percurso.

MERCADO
Falando em equipamentos, a versão L Touring conta com uma lista extensa de itens de série. Entre os principais, destacam-se os assistentes de condução: piloto automático adaptativo, alerta de pontos cegos, alerta de tráfego cruzado traseiro e estacionamento autônomo para vagas perpendiculares e paralelas. O ar-condicionado é de duas zonas, há sensores traseiro, dianteiro, de chuva e crepuscular, além da central multimídia de 8,4'' com tela sensível ao toque e compatível com o sistema CarPlay da Apple. 

Bancos traseiros contam com telas de entretenimento

Com preços entre US$ 25.000 e US$ 40.000 as minivans, como a maioria dos carros nos EUA, são bem mais acessíveis para os americanos do que para nós. Fazendo uma conversão livre do valor da versão avaliada da Pacifica (US$ 35.000) ela custaria cerca de R$ 110.000. Mas essa não seria a realidade dela por aqui, já que a Kia Grand Carnival sai por quase R$ 260 mil. 

O Grupo FCA tem a inteção de importar a Pacifica ao Brasil ainda este ano na versão a gasolina (ainda há uma híbrida, nos EUA), mas não informaram a faixa de preço. Podemos esperar algo acima dos R$ 250 mil, certamente. De qualquer maneira, ela tem atributos suficientes para alavancar a Chrysler no segmento na terra Trump e conquistar a fatia minúscula de consumidores brasileiros que precisam de um carro com este porte e soluções de conforto, conveniência e entretenimento.