Compactos à frente do seu tempo

Motorpress
Da Redação, em São Paulo (SP)
27/07/2013 12:59
Citroën C3 vs. Ford New Fiesta vs. Hyundai HB20 vs. Peugeot 208
Citroën C3 vs. Ford New Fiesta vs. Hyundai HB20 vs. Peugeot 208
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Citroën C3 vs. Ford New Fiesta vs. Hyundai HB20 vs. Peugeot 208
Citroën C3 vs. Ford New Fiesta vs. Hyundai HB20 vs. Peugeot 208

Competidores

Citroën C3 Exclusive: Recheadíssima, a versão de topo, traz motor 1.6 Flexstart e custa R$ 55.360 com câmbio automático.

Por quê? Referência em equipamentos desde sempre, ele abusa dos mimos para o motorista e aposta no charme do conjunto.

Citroën C3

Ford Fiesta Titanium: Reestilizado, chega às lojas em maio por R$ 54.990, com novo motor 1.6 TiVCT e câmbio de dupla embreagem.

Por quê? A novidade é a que traz mais tecnologia embarcada entre os quatro, além de câmbio de dupla embreagem e ESP.

Ford New Fiesta

Hyundai HB20 Premium: Custa R$ 49.795 com motor 1.6 de 128 cv e câmbio automático de 4 marchas na sua versão topo de linha.

Por quê? Nasceu como carro de entrada e chegou aos compactos premium, mas será que ele tem qualidades para brigar nessa faixa?

Hyundai HB20

Peugeot 208 Griffe: A versão mais cara conta com câmbio automático, sistema de entretenimento e motor 1.6 por R$ 54.490.

Por quê? Recém-çançado, aposta alto em suas inovações tecnológicas e no desenho bem feito para conquistar o consumidor.

Peugeot 208

Antes de começar a ler, dê uma olhada no Fiesta da foto. Mudou, né? A partir de agora, o New Fiesta é nacional e com ele a Ford pretende ser a líder entre os compactos com motor acima de 1.0 litro. Já, já, você vai entender o motivo.

Assim como seus concorrentes, ele chega com a promessa de surpreender e de potencializar as qualidades que você já havia elogiado quando ele desembarcou do México. Envolvido pelo design batizado de Kinetic 2.0, ele ganhou cara de “mini-Fusion”, além de uma série de inovações, e não entrará na gama popular, ou seja, não terá o motor 1.0 que, por ora, ficará restrito ao Fiesta Rocam, que seguirá sendo feito em Camaçari, BA.

Todas as 6.000 unidades produzidas em São Bernardo do Campo, SP, sairão apenas com motores 1.5 ou 1.6. “Opa, 1.5? Tá errado isso aí!”, poderia dizer alguém, antes de saber que a Ford fez um downsizing do Sigma 1.6 16V. Com 115 cv e bom torque, ele ficou mais barato para permitir que a novidade custe a partir de R$ 38.990 na versão S, equipada com ar-condicionado, rádio com Bluetooth e USB, direção hidráulica e trio elétrico. Ele é R$ 6.380 mais barato que o antecessor básico. A versão SE adiciona rodas de liga-leve, faróis de neblina e acabamento mais refinado por R$ 42.490.

O motor 1.6 16V também pertence à família Sigma, mas agora ganhou duplo comando variável e o sobrenome TiVCT, como já era no modelo vendido na Europa. Esse propulsor dispensa o uso de gasolina nas partidas a frio, aquecendo o etanol quando a temperatura ambiente é inferior a 20 °C. Com 130 cv e 16 mkgf de torque, ele se posiciona como o 1.6 mais potente da categoria.

Com esse motor, o New Fiesta parte de R$ 45.490 na versão SE, que traz tudo que vem na versão SE 1.5 mais o sistema Sync, freios ABS, controle de estabilidade e de tração e assistente de partida em rampa, inéditos no segmento.

Outra peculiaridade do novo modelo é a opção do câmbio de 6 marchas PowerShift, por R$ 3.500 extras. A caixa robotizada com dupla embreagem lhe confere uma considerável vantagem em relação à concorrência, que oferece caixas robotizadas com embreagem simples ou automáticas convencionais.

Para o New Fiesta enfrentar os rivais, escalamos a versão Titanium, a mais sofisticada, com câmbio PowerShift, que sai por R$ 54.990 e vem com rodas de 16” e o que há de melhor no plantel. Contra ele, elegemos os compactos automáticos mais fresquinhos do segmento. Ele vai encarar o Hyundai HB20 Premium, que sai por R$ 50.095, o Citroën C3 Exclusive, de R$ 55.360 e o igualmente novo Peugeot 208 Griffe (R$ 54.690).

Se o grau evolutivo contasse pontos, o C3 seria um adversário duro de bater. A melhora em relação ao antecessor é nítida, tanto na atmosfera interna, passando pelo visual e cravando no comportamento dinâmico. Só que isso não lhe bastou para brigar com a nova safra de compactos premium com câmbio automático. E o vilão foi justamente a caixa de 4 marchas que o grupo PSA insiste em instalar em seus carros, mesmo ciente de sua obsolescência quando comparada aos conjuntos rivais.

De nada adiantou a decência com que ele se apresenta. Mesmo bem desenhado por fora, com rodas de detalhes finos, visual que transpira qualidade e até os LEDs de iluminação diurna, ele ficou em último. Mas não dá pra dizer que o C3 é ruim. O Citroën oferece bom acabamento interno, posição de dirigir correta e fartura de equipamentos, que vão desde os conhecidos ABS, direção com assistência elétrica e trio elétrico, até o avançado ar-condicionado automático e o para-brisa panorâmico, que faz, sim, diferença na sensação de guiar.

No entanto, ao contrário de alguns rivais, ele cobra mais R$ 2.100 por um pacote que inclui sensor de estacionamento, chave com acionamento remoto do alarme e bancos que mesclam couro e tecido. Os airbags laterais saem por mais R$ 600 e o GPS, que seria a cereja do bolo neste interior recheado, custa R$ 2 400 extras. Equipado assim, na cor branca sólida, ele custa R$ 60.460. Muito caro para um C3, não?

Em compensação, seu espaço é bem satisfatório para quatro pessoas e a sensação de guiá-lo é intensa. Você consegue ajustá-lo com o banco baixo, e o volante tem boa regulagem de distância. A experiência ganha algum prazer com as trocas de marchas feitas pelas borboletas, mas o câmbio “rouba” tempo e desempenho do motor de 122 cv do C3, primeiro porque ele demora muito para trocar as marchas, e segundo porque com apenas 4 marchas, o aproveitamento do motor é menor, mesmo que o conversor de torque compense isso em parte, mas à custa do consumo maior.

Além de ir mal em desempenho, você também pode colocar na conta do câmbio o consumo maior de combustível, que, na média, não chegou aos 8 km/litro, mas aí vale lembrar a pior relação peso-potência do grupo. O C3 também tem as revisões mais caras da turma até os 30.000 km. Por fim, fica a sensação de que “se for de C3, tente as versões manuais”. Toda a tecnologia aplicada em racionalidade de espaço, design e aproveitamento da plataforma não valeram muito a pena na versão mais cara do carro. E quando você conhece outro compacto que investiu nos aspectos dinâmicos, entende logo a diferença.

É o caso do Fiesta, a antítese do C3. Nele, é fácil se identificar com a mistura de esportividade, requinte e beleza que o consumidor de compactos premium quer encontrar. E essa vantagem quilométrica frente à concorrência se resume a um trabalho de engenharia acima da média e na elaboração de um pacote de equipamentos com bom senso, sem esquecer do poder que as novidades têm.

Não bastasse o novo motor 1.6 16V TiVCT (Twin Independent Variable Cam-shaft Timing, ou duplo comando individual de fase variável) ser o mais potente do embate, ele ainda é o primeiro compacto com câmbio de dupla embreagem do mercado. A caixa PowerShift de 6 marchas fez uma enorme diferença nas provas de desempenho e encurtou a distância entre homem e máquina.

Mas as surpresas do Fiesta não terminam por aí. Além de superar os seus concorrentes em desempenho, a versão Titanium ainda dá um baile em segurança. Vem com 7 airbags, incluindo um para os joelhos, controle de estabilidade, de tração e até um assistente de partida em rampa, itens que pareciam restritos a quem dispunha de mais de R$ 60.000.

Seu visual, se não é o máximo da novidade, pelo menos tem um ar de sofisticação. Lembra o Fusion, e, por consequência, os belos Aston Martin. Por dentro, ele traz bancos e volante revestidos de couro, um painel de instrumentos mais bem elaborado do que na versão “mexicana” e uma posição de dirigir exemplar, mesmo sem ter a amplitude do C3. O espaço atrás também não é dos melhores e o porta-malas é pequeno como o de um Fiat Uno.

Mas quem quer comprar um New Fiesta também está atrás de um desempenho mais adequado para um carro de R$ 54.990, e de um câmbio automático que alia tal desempenho a um consumo de combustível aceitável (média de 8,7 km/litro de etanol). E também de mimos tecnológicos, como o Sync com seus comandos de voz em português brasileiro. São detalhes que conquistam.

Como se já não estivesse bom ser o melhor da turma em termos técnicos e muito bom na lista de equipamentos (tudo bem, um GPS e um teto solar fazem falta, mas o carro ainda tem crédito) o New Fiesta tem os preços de revisões até os 30.000 km idênticos aos do Fiesta Rocam 1.6 (R$ 896), uma pechincha, ainda mais se lembrarmos que o modelo feito na Bahia custa 40% a menos.

Mas se o New Fiesta levou o comparativo pelo conjunto de qualidades dinâmicas e “financeiras”, ele ficou longe do custo-benefício do 2º colocado geral na disputa. O Hyundai HB20 somou muitos pontos por sua garantia de 5 anos, pelo menor preço — já que sai por R$ 47.595 —, e por cobrar apenas R$ 651,22 nas três primeiras revisões. O valor do seguro, com média de R$ 1.820, também está num patamar considerado razoável.

Mesmo sendo menor e menos equipado que os concorrentes, ele compensou suas deficiências com um projeto, em partes, mais moderno. O motor 1.6 de 128 cv sentiu menos a necessidade de um câmbio melhor. Apesar de a caixa do HB20 ter as mesmas 4 marchas da dupla da PSA, ele foi bem nas provas de desempenho e não vacilou no consumo, passando dos 8 km/litro de etanol. O peso menor do conjunto também o ajuda nas duas tarefas.

Ao volante, sua dinâmica refinada, com uma suspensão firme e eficaz para a segurança em curvas ou desvios rápidos (desde que você esteja sozinho a bordo) não provoca reclamações. Só surgem queixas com o carro carregado. Basta acomodar duas pessoas na traseira e alguma bagagem para que você já sinta em certo desconforto ao passar por pisos irregulares. O espaço atrás também não é dos melhores, mas o porta-malas é satisfatório, sendo suficiente para 300 litros.

Com relação aos equipamentos de série, quem dirige os concorrentes sente a falta de GPS e até de regulagens mais amplas para o banco, algo que os R$ 5.000 a menos que ele custa (em média) poderiam lhe dar. Mas você pagaria R$ 55.000 em um carro que parte de R$ 33.295 na versão de entrada? E por não esconder sua origem “subcompacta” ele terminou muito distante do campeão Ford New Fiesta.

Mas se a sensação a bordo do Hyundai é a mais simplista entre todos, o 208 Griffe é o extremo oposto. Não que isso seja necessariamente bom, mas o exercício sensorial sobre como o conjunto bancos, painel e volante estão dispostos faz você perceber que tem algo diferente nas mãos, e isso é bom.

O interior é totalmente diferente. Desde o desenho sinuoso, passando pelo volante pequenino, pelo quadro de instrumentos “lá no alto”, pelas regulagens amplas e que, ao mesmo tempo, agradam e causam receio.

O problema dessa minirrevolução na maneira de guiar é que nem todo mundo está pronto para ela. Observar os instrumentos por cima do volante, por exemplo, pode parecer apenas uma questão de hábito, mas há aqueles que vão reclamar.

O mesmo vai ocorrer com relação ao visual que, cá entre nós, é o mais inusitado (agora pelo lado bom). Mas se você se queixar do câmbio automático, a história é diferente. O 208, a exemplo do C3, fica para trás por conta de sua caixa obsoleta. No caso do Peugeot, o item o levou para a última colocação em desempenho e em consumo, atrás até do irmão da Citroën, que é mais pesado.

O conjunto, além de ter apenas 4 marchas possui um “déficit de atenção” que deixa a 2ª marcha engatada tempo demais e demora para engatar a 3ª marcha em situações corriqueiras. Uma caixa de 6 marchas (que a Peugeot tem) poderia casar melhor com os 122 cv do motor 1.6 e o faria consumir menos.

Mas se o 208 foi mal em desempenho e em consumo, pelo menos compensou com uma lista de equipamentos esplêndida. A versão Griffe não cobra um centavo a mais para quem quer o 208 com teto panorâmico, GPS com tela tátil, sensor de estacionamento, de chuva e nem pelo ar-condicionado digital. Tudo isso está no pacote de R$ 54.690.

Dinamicamente, ele vai razoavelmente bem. As rodas de 16” ajudam a encarar buracos e o asfalto prejudicado com certo conforto. A carroceria também apresenta pouca rolagem, o que ajuda a manter a sensação de firmeza durante as curvas e em desvios repentinos, mesmo com o veículo carregado.

As revisões custam R$ 890 até os 30.000 km, o que está dentro da média, mas o seguro beira os R$ 3.000, outro fator que, como o câmbio, pode prejudicar a sua aceitação. Neste comparativo, o novo Peugeot ficou como a terceira opção para a sua garagem.

Nossa Conclusão

1º Ford Fiesta Titanium - Média Final: 7,7

O New Fiesta venceu por privilegiar a tecnologia no que realmente faz diferença para a sua vida. Além da dinâmica apurada da suspensão, fato inerente aos modelos da Ford nos últimos anos, teve coragem ao aplicar em um carro pequeno um câmbio de dupla embreagem e sistemas de segurança como controles de tração, estabilidade, sete airbags, cobrando o mesmo que os rivais que não oferecem. Quem gosta de carro, escolhe o Ford.

Pontos positivos: Desempenho, consumo, construção, suspensão e transmissão

Pontos negativos: Espaço traseiro, porta-malas, assento dos bancos dianteiros curto

 

2º Hyundai HB20 Premium - Média Final: 7,4

Sempre que ele entra em uma disputa, apresenta mais pontos a favor do que contra. Neste embate contra carros maiores, também foi valente e com um desempenho surpreendente, bom nível de consumo, preço abaixo da média e valores de manutenção imbatíveis, fi cando em uma honrosa 2ª posição. Não fosse pelo câmbio antiquado e pelo espaço interno menor que o da concorrência, brigaria mais de perto pela vitória.

Pontos positivos: Desenho, dinâmica, manutenção, desempenho

Pontos negativos: Suspensão muito dura, espaço traseiro, ajustes dos bancos

 

3º Peugeot 208 Griffe - Média Final: 7,2

Nenhum carro traz tantos gadgets quanto ele, mas o que sobre na hora de agradar os olhos e a convivência cotidiana, falta na hora de acelerar. O câmbio de 4 marchas foi o grande vilão do desempenho e do consumo e não está à altura do que a Peugeot fez quando criou o 208.

Pontos positivos: Itens de série, conforto ao dirigir

Pontos negativos: Câmbio, desempenho e consumo

 

4º Citroën C3 Exclusive - Média Final: 7,1

Eis outro carro “vitimado” pelo câmbio automático. Mas além de ir mal no desempenho, ele ainda cobra mais por itens que são de série no “irmão” da Peugeot, como o sensor de estacionamento e o GPS com monitor tátil. O preço das revisões, mais elevado, também o prejudicou.

Pontos positivos: Posição de dirigir, acabamento

Pontos negativos: Câmbrio, desempenho, preço dos opcionais

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