Testes

17/11/2009 11:34:00

Um rápido adeus: SLR McLaren Roadster

Previsto para ser descontinuado em 2009, o esportivo deixará saudades

Mercedes-Benz SLR McLaren Roadster

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César Tizo / Marcus Peters (Auto Motor und Sport) / Wilson Toume

Já imaginou voar num daqueles aviões antigos, que não possuíam cabine? Com o Mercedes SLR McLaren Roadster você só não voa literalmente, pois a sensação pode ser considerada a mesma. Com a capota recolhida e na pista de testes, é fácil atingir os 300 km/h, velocidade mais que suficiente para um jato alçar vôo. Mas é preciso lembrar de um detalhe importante: mantenha os vidros laterais fechados. Caso contrário, a turbulência o fará se arrepender da aventura.
 
Conduzir esta máquina é uma experiência única. Tanto que aqueles que consideravam o SLR Coupé o Mercedes definitivo, terão de rever seus conceitos. Teoricamente, a simples ausência do capô não deveria influenciar muito no comportamento do modelo, mas, na prática, não é o que ocorre. O conversível é mais dócil e estável nas curvas. Sem falar, claro, no prazer que a condu­ção a céu aberto proporciona.
 
Vamos, então, ao carro. A posição de dirigir é perfeita e o mo­to­rista/piloto acaba se “encaixando” no habitáculo, já que o banco está situado muito próximo ao solo. Mas na configuração aberta (sem o teto), não há problema. Nem os mais mais altos encontrarão qualquer dificuldade para se acomodar. Com tudo pronto, é só acionar o botão no topo da alavanca do câmbio e se segurar!
 
Com o SLR em movimento, a velocidade, somada à posição de dirigir e ao ronco do V8 situado bem à frente, permite até imaginar-se a bordo de um F1. A ilusão, contudo, dura pouco, já que nenhum bólido de competição no mundo possui um acaba­mento que sequer chega próximo do apresentado por este Merce­des. Por outro lado, ao percorrer o circuito de Hockenheim (onde foram realizadas algumas das fotos que ilustram esta repor­tagem), não há como ignorar que o carro é, também, um McLaren!
 
Dessa forma, acelerar pelo autódromo torna-se uma experiên­cia especialmente prazerosa. A máquina contorna cada curva com facilidade e as retomadas são surpreendentemente rápidas. Pudera, o V8 (dotado de compressor mecânico) produz nada menos que 79,6 kgfm a 3 250 rpm! Como se não bastasse, a condução ainda é enormemente facilitada pelas borboletas (paddles) junto à coluna de direção. Mas é mesmo nas retas que o SLR exibe seu poderio. O urro proveniente dos escapes laterais junto às caixas de roda parece soar como provocação, incitando a acelerar cada vez mais, para buscar o limite da fera.
 
Todo esse ímpeto, entretanto, necessita ser domado e, para isso, o Roadster dispõe de um sofisticado sistema de freios que inclui dis­cos cerâmicos. O resultado é um conjunto muito eficiente, que garante a segurança mesmo em altíssima velocidade. 
 
Mas como não existe carro perfeito, o belo SLR já tem data para “morrer”. Ele deixará de ser produzido no ano que vem, para a tristeza de milhares de fãs. Mas, embora alguns ambientalistas xiitas sintam orgulho ao afirmar que o carro sairá de linha devido ao seu nível de emissão de poluentes, a verdade é que em 2003, quando o SLR Coupé foi lançado, Mercedes e McLaren já haviam anunciado que a produção seria limitada.
 
Mas será que essa “perseguição ambiental” pode significar o fim dos superes­portivos? Ainda é cedo para afirmar. O mais provável, contudo, é que as fabricantes encontrem saídas para continuar a produzi-los. Afinal, aficionados de esportivos continuarão a existir e cabe às montadoras suprir essa paixão.
 
Os menos fanáticos podem até lembrar que a própria Mercedes possui outros modelos emblemáticos em seu portfólio, como o SL ou qualquer outro cupê da série AMG (a divisão responsável pelos motores mais nervosos da empresa). Pode ser, mas pode ter certeza que nenhum deles é capaz de provocar tantas sensações quanto o SLR McLaren Roadster.
 
Portanto, se você tem aproximadamente meio milhão de euros disponíveis para desembolsar pelo SLR Roadster, corra. É isso mesmo, pois embora se trate de uma quantia astronômica, o modelo conta com um grande número de interessados na sua aquisição. No Brasil, dizem que já existem três exemplares circulando. Quer reservar o seu?

Imagens Hans-Dieter Seufert

Interação

Comentários

RAFAEL , em 17/11/2009 - 22:06

concordo com o Wellington Lopes nao esta substituindo à altura o novo acho que por causa que estavamos acostumados com um carro super agressivo.

Wellington Lopes , em 17/11/2009 - 20:05

Não gosto de conversíveis, mas é um grande veículo que irá ficar na história, principalmente porque o novo superesportivo SLS não o está substituindo à altura.