O conselho administrativo da Porsche emitiu nesta quinta-feira (12) uma notícia nada boa: a companhia registrou uma perda de 4,4 bilhões de euros (R$ 11,3 bilhões) em seu último ano fiscal, encerrado no dia 31 de julho de 2009.
A companhia alega que o fracasso na tentativa de se tornar a acionista majoritária do Grupo Volkswagen foi o principal motivo para o prejuízo. Além disso, a Porsche também contraiu mais de 10 bilhões de euros (R$ 25,8 bilhões) em dívidas para tentar concluir as negociações em um período de crédito restrito. Diante desse quadro, a Volkswagen reverteu o jogo e forneceu um empréstimo para sua conterrânea, recebendo em troca o controle da Porsche AG, divisão responsável pelos automóveis da empresa. Segundo algumas previsões, o processo de fusão entre as companhias será finalizado em 2011.
Em uma tentativa de manter dinheiro em caixa e se recuperar do baque, a Porsche SE, holding que administra as subsidiárias do grupo, propôs um acordo aos acionistas para um repasse menor dos dividendos, que somará 8,23 milhões de euros (R$ 21,2 milhões), ou a quantia simbólica de 0,05 euros (R$ 0,12) por ação preferencial e 0,04 euros (R$ 0,10) por ação ordinária. Apesar de uma longa carreira construída na Porsche, a malfadada negociação para compra da VW resultou na demissão de seu CEO à época, Wendeling Wiedeking,
decisão tomada em conjunto pelas famílias Porsche e Piech em julho deste ano.