Opel/Vauxhall Insiginia, Carro Europeu de 2009
A General Motors anunciou nesta semana que decidiu não vender as ações de Opel e Vauxhall, suas subsidiárias. A mantenedora havia colocado 55% das ações de sua repartição europeia à venda e há cerca de um mês apontou como favoritos para a compra o grupo Magna e o banco russo Sberbank. A negociação já completava sete meses. A companhia também devolverá ao governo alemão um empréstimo de 1,5 bilhão de euros (R$ 3,8 bilhões) contraído para recuperar as finanças da Opel.
“Essa foi considerada a decisão mais estável e menos custosa para assegurarmos o futuro da Opel/Vauxhall”, disse o CEO e presidente da GM, Fritz Henderson. A decisão também foi tomada devido à melhoria financeira da empresa, cujas vendas subiram nos Estados Unidos (no caso da matriz) e também na Europa, informou Henderson. O chefe-executivo da empresa norte-americana afirmou que trabalhará na reestruturação e modernização das divisões europeias, e para isso projeta um investimento de cerca de US$ 4,4 bilhões (R$ 7,6 bilhões).
Siegfried Wolf, vice-CEO da Magna, também se pronunciou. “Nós compreendemos a conclusão dos mantenedores da GM, que tomaram essa decisão com os melhores desejos de manter a Opel, que faz parte do plano de organização mundial. Nós continuaremos a apoiar tanto a Opel quanto a GM nos desafios futuros, e gostaríamos de agradecer a todos que deram suporte à Opel nesse processo de reestruturação, que necessitou de dedicação nos últimos meses”. O banco Sberbank, também interessado na compra da Opel, não se pronunciou sobre o assunto.